Nada diferente do que já vemos diariamente em nosso Brasil, sofremos também no reconhecimento de nossa profissão.
Há anos aguardamos por uma definição em Brasília dos projetos de lei 1561/2003 e 7109/2006, que propõe regulamentar as profissões técnicas, tecnológicas e de bacharéis no país na área de informática. Se faz necessário e de extrema urgência tal ação.
Chegamos à um ponto em que a falta de regulamentação da profissão tem trazido muita impunidade aos causadores de falhas e responsáveis por projetos fracassados.
Temos que nos unir em busca da constante melhoria da imagem dos excelentes profissionais que geram hoje 30 bilhões de reais ao nosso país, sem contarmos autônomos e micro-empresários que ajudam e muito na redução das taxas de desemprego. Sem contar que isso tende a aumentar (valorizar) o profissional, inclusive financeiramente. Diferente do que muitos pensam, não será prejudicial aos que não tiverem formação específica, pois teremos um leque de oportunidades a todos que buscarem algum tipo de especialização. O projeto de lei estava em 2007 na fase conclusiva, mas por falta de emenda voltou a estaca zero. Tenho lido barbaridades do assunto com gente comparando que não somos tão importantes quanto médicos, por exemplo e que não colocaremos vidas em perigo. Pensem: “Monitor da UTI pára por falta de manutenção”. A culpa é da TI ou do médico?
Softwares que gerenciam torres de aeroportos informam rota equivocada. De quem é a culpa? Dos pilotos ou dos controladores. Dos controladores ou dos desenvolvedores do software?? Hoje, estamos tão responsáveis de ações quanto profissionais da área de saúde ou demais regulamentados.
É comum fazer uma visita técnica à determinados clientes e encontrar certos absurdos, como redes mal configuradas, servidores mal montados, profissionais desqualificados e equipamentos mal dimensionados. Além disso, adquirir novas habilidades e acúmulo de cultura não fará mal a ninguém. Muito pelo contrário. Trará aos profissionais um perfil mais intelectual, estratégico e cheio de bons relacionamentos. Um networking favorável ao crescimento deste grupo.
Qual seria o impacto disso em boa parte dos negócios? Qual seria o impacto disso na sociedade?
A tecnologia é um caminho sem volta. Um portão para o futuro e uma porta aberta para o presente.
Será que a reflexão ficará no papel?
Prof. Allan Rangel Barros de Oliveira Barros
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