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Qui, 30 de Outubro de 2008 10:41

Novembro foi um mês cheio de eventos relacionados à tecnologia e à Educação a Distância (EAD). Aconteceram quase que simultaneamente o Encontro Regional de Inclusão Digital, promovido pelo CPqD, a Jornada de Atualização Tecnológica, promovida pela SUCESU-SP, Banco de Marketing e Plano Editorial e o 2º. Encontro CIEE – ABED de Educação a Distância, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), além do lançamento do Compromisso de Campinas pela Educação, apoiado pela Fundação FEAC – Federação das Entidades Assistenciais de Campinas – Fundação Odila e Lafayette Álvaro.

É inegável o período de grandes transformações que estamos vivendo, portanto precisamos nos preparar para o futuro. Não vou fazer previsões futuristas, pois sempre corremos o risco de passar por tolos quando o fazemos, mas estamos próximos de romper alguns paradigmas.

Um desses paradigmas é o da educação presencial. O modelo de educação deve evoluir, ou avançar, para a educação semi-presencial, e eventualmente não presencial, com foco na construção coletiva e participativa do conhecimento, em qualquer lugar, a qualquer hora. Essa construção será supervisionada, estimulada e avaliada pelo professor.

Na abertura do 2º. CIEE – ABED de Educação a Distância, Paulo Nathanael (Presidente do Conselho Administrativo do CIEE) coloca que é um privilégio viver na era do conhecimento, mas aderir a ela é uma obrigação. Comenta ainda que essa era do conhecimento é fundamentada no aumento da comunicabilidade humana, por isso discutimos a inclusão digital e os avanços tecnológicos das comunicações. Proclama a morte do livro didático e o crescimento do experimentalismo e da educação permanente. Conclui sua fala dizendo que o questionamento sobre a validade pedagógica do EAD não passa de uma dúvida infantil!

Fredric Litto, presidente da ABED e ex-coordenador científico da Escola do Futuro da USP, comenta sobre outras quebras de paradigmas. De forma irônica diz que o papel da legislação na educação deve ser minimizado. Usando suas palavras: “Se a legislação garantisse boa qualidade na educação, o Brasil teria a melhor educação do mundo!” – me falha a habilidade de reproduzir em texto o seu sotaque nova-iorquino... Comenta também que o modelo baseado em cobrar pelo conteúdo deve deixar de existir. Muitas iniciativas estão sendo criadas para garantir acesso gratuito ao conteúdo. Uma dessas iniciativas é a do MIT – Massachusetts Institute of Technology, que através de um projeto chamado MIT Open Courseware, disponibiliza o material didático de mais de 1700 cursos oferecidos pela instituição, de forma totalmente gratuita. Portanto outros modelos de negócios devem ser criados, focando a atividade das instituições de ensino no fornecimento de serviços apoiados na figura do professor como orientador do processo de aprendizado. Conclui dizendo que a Andragogia, aprendizagem de adultos, está evoluindo para Heutogogia, aprendizagem auto-dirigida, ou seja, com todo o conteúdo disponível o próprio indivíduo deve ser capaz de direcionar o que quer aprender, e quando quer aprender.

Nesse cenário de grandes mudanças e quebras de paradigmas devemos incentivar nossos filhos a construir o conhecimento de forma participativa, colaborativa, experimental e continuada. Assim lhes abriremos as portas do futuro!
 
Prof. Dr. Plínio Vilela

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